Objeto: máquina de costura e máquina de datilografia
Ano: 2024
Região: V. Telebrasília
História:
Essa máquina de costura me remete a minha mãe. Lá em casa, é uma série de Hildas. As mulheres também costuravam, como minha mãe. Não eu, eu tentei, mas eu não consegui aprender a costurar. Ela fazia muito trabalho manual, um tanto de costura, bordado. Na cozinha, ficava fazendo docinhos, mas não era docinho comum, era coisa que dava trabalho. Na máquina, a minha mãe fazia roupa para gente quando eu era pequena. Só que eu não gostava muito, porque ela fazia roupa igual. Pegava o mesmo tecido e fazia para mim e para minha irmã também. A gente tinha dois anos de diferença. Mas, gente, eu não sou gêmea, eu dizia. E todo mundo achava que eu era gêmea e eu ficava irritada com aquele negócio. Era o mesmo vestidinho e a mesma coisa. Depois, ela muito prendada, também cortava o cabelo da gente. Ia cortar o cabelo, era o mesmo modelo, era igualzinho com o cabelinho retinho. Ficava a mesma coisa.
Eu gostava de ver minha mãe costurar. Mas a coisa que eu herdei dela não foi a costura, porque eu não consegui aprender. Minha avó também tentava me fazer aprender crochê, mas eu sou canhota. Em vez de fazer certo, eu embolava tudo, ficava um bolo só. Isso eu era pequena. Eu dizia “Não vou conseguir aprender isso não”.
O que eu herdei da minha mãe foi a cozinha, porque eu gosto de cozinhar às vezes. Até que eu faço umas coisas boas e gostosas. Com meu pai, foi na música. Ele tocava violão muito bem e dava aula de violão.
Também lembro quando eu usei a máquina de escrever. Comecei a fazer estágio na Caixa Econômica, na sede da Caixa Econômica. Lá eu peguei duas transições: essa e depois a elétrica. Eu tinha que bater uns textos, uns relatórios grandes, porque nada era pequenininho. Eu errava e às vezes não dava para consertar só com o corretivo, tinha que fazer tudo de novo. Quando entrou a elétrica melhorou um pouquinho.