Objeto: história

Ano: 2023

Região: Bandeirante

História:
Eu tive a felicidade de ver o falecido Presidente da República Juscelino Kubitschek porque eu estava ingressando na polícia militar no Rio de Janeiro e ele foi à Polícia Militar, por se tratar de uma pessoa humilde. Embora ele tenha sido médico da polícia militar do Rio e do estado de Minas, interventor e prefeito lá de Belo Horizonte, ele era muito humilde. Então, ele foi à Polícia Militar e pediu apoio naquele trabalho, algo que pudesse ajudá-lo, porque ele era candidato a presidente. O comandante disse: “Dinheiro nós não temos, mas o material humano estará à sua disposição”. Então ele aceitou e, dentro desse combinado, eu fui e levei panfletos.
A única coisa que eu poderia fazer era panfletar, e sem ganhar nada naquela ocasião, porque era uma pessoa da instituição, um médico. Até hoje, quando se fala em médico, tá tudo certo, né? Então, dali, ele foi candidato, aquele negócio todo. Foi eleito Presidente da República e ele não deixou para trás seus compromissos. Ele foi à instituição e se ofereceu para ajudar no que ele pudesse contribuir. Perguntou se eles viriam para Brasília, e o pessoal no Rio de Janeiro bem instalado, com diretor de não sei o quê, já organizado.
O que que eles queriam fazer em Brasília? Se não fosse um objetivo, uma coisa séria? Porque Brasília tinha era poeira, era mato, índio. Hoje é nação. Tem um outro nome pra isso, um nome especial, porque tudo leva o nome bonito, tradicional.
Conclusão: ele pegou aquilo tudo do Rio de janeiro e transferiu para o Rio como pertencente ao Rio de Janeiro. Porque antes o Rio era DF e passou para o estado do Rio de Janeiro. A humildade dele todos sabem: Ele foi morar em barraco de madeira, um palácio, mas de madeira. Ele sendo da Polícia Militar, ele ia lidar com uma outra casta, com outro universo. O universo superior, que eram as forças armadas. Ele teria que ter uma sabedoria acima da média. Quanto ao pessoal militar antigo, disseram que ele vinha para cá, para o Bandeirante, e enquanto o pessoal estava comendo ele pegava um pedaço do salgado e agradecia a todos por participar daquela grande iniciativa. E hoje em Brasília é tudo isso.